terça-feira, 18 de abril de 2017

Cada um já viveu perdas únicas, nossa própria cabana

Após  dez anos do lançamento do livro A Cabana, em que já foram vendidos mais de 18 milhões de exemplares, o filme baseado no best seller, do autor  William P. Young estreou nos cinemas, uma surpresa aos  leitores que mergulharam na leitura da história marcante de um serralheiro. Para os que leram o livro, assim como eu, se deparou com um filme cheio de simbolismo e a busca pela fé. Que no caso em destaque foi abalada no protagonista, Mackenzie Phillips, ou simplesmente Mac como é  conhecido.




Mac é  atormentado após perder a sua filha mais nova,  Missy em um acamapamento de fim de semana com os filhos. Cujo corpo nunca foi encontrado, mas sinais de que ela teria sido violentada e assassinada são encontrados em uma cabana. 

Que é aonde acontece todo o enredo da história, após ser descoberto que a menina, missy  foi mesmo morta ele se sente todos os dias culpado pela morte prematura da filha e o homem cheio de fé e temente a Deus se entrega em uma profunda tristeza e sem ânimo para seguir a vida.

Até que um dia recebe a carta de "Papai", nome apelidado por sua esposa na orações dela com os filhos para chamar Deus. E ele então decidi voltar ao local em que sua filha, Missy foi brutalmente assassinada. Lá ele tem um encontro pessoal com Deus, o Filho e o Espírito Santo, onde percebe que  suas dores, culpas e medos podem vir a serem curados.  

A Cabana mostra ao público que através  da fé é possível transformar uma profunda dor em cura e aceitação, mesmo que para isso tenhamos que sofrer. Sofrer com a falta deste familiar tão importante, amado e o sofrimento de não poder mais conviver com essa pessoa.


Mas o maior ensinamento ao meu ver  que Mac passou foi  saber perdoar o assassino em questão, deixar a dor, o tempo curarem as feridas abertas e perceber que independente de sua religião o Filho de Deus, quer que os cristãos os sigam como amigos e não o sigam apenas por uma religião e sim pelo amor e confiança que os depositam. Este com certeza é  o maior ensinamento que alguém pode receber na vida.

E o filme consegue transpassar tamanha emoção e valiosos aprendizados de fé. Indico a todos que já perderam um familiar à assistir, pois ele mostra que mesmo após a morte de alguém que amamos devemos seguir nossos caminhos, pois se Deus nos deixou nessa terra é porque ainda não cumprimos nossa  missão e  devemos saber lidar com a morte, mesmo que  seja tão doída e  as vezes devastadora. Fácil não é, mas com fé se vence até a morte, basta termos paciência e deixar as feridas serem curadas.

"Deus não precisa castigar as pessoas pelos pecados. O pecado já é o próprio castigo, devora as pessoas por dentro. O objetivo de Deus não é castigar, Sua Alegria é curar".


Flavia Ferrer

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