Essa semana me deparei com um questionamento do meu filho
que me fez parar para pensar. Há algum
tempo ele está frequentando a igreja evangélica Sara Nossa Terra, uma igreja
com cultos voltados para os jovens. É bem diferente, o louvor, a pregação, os
adolescentes podem se vestir como no dia a dia (calças mais folgadas, bonés,
etc) o que tem atraído muito essa parcela da população.
O momento chamado de Arena Jovem fica lotado todos os fins
de semanas, tudo bem animado e divertido. Uma forma leve de aprender os
ensinamentos de Jesus.
Hoje 16/10/2015 ele irá para um retiro chamado “Revisão de
Vidas”, serão três dias de orações e reflexão para um possível batismo. Daí ele
me perguntou: Mãe! Se eu me tornar um evangélico você ainda vai me amar? Eu
respondei: Filho! Só de você estar querendo cada dia mais se aproximar de Deus,
meu coração fica imensamente feliz. O que vai te salvar não é sua religião, não
é sua roupa, não é o que você tem, não é seu exterior. O que vai te salvar é o
seu coração, seu interior, sua capacidade de ajudar e amar seu próximo.
Sou católica e amo Maria, acredito que morrerei nessa
caminhada, mas preciso confessar que a igreja católica está pouco atrativa para
os jovens. Um louvor animado, uma forma diferente de pregar a palavra,
inovações que só trariam benefícios para todos nós católicos e mudaria a evasão
de muita igreja.
Um dia desses li um
post que dizia assim: “A Missa não tem que ser animada, porque ir a igreja tem
que ser um sacrifício”. Penso totalmente ao contrário, claro que é um momento
de preces, de reflexão, mas isso não impede que o rito seja diferente, que
prenda a atenção das pessoas, que emocione. O lance de missas maçantes e sem
fervor não cabe mais na atualidade.
Ir à igreja tem que ser um prazer, prazer de ir na casa de
Deus, prazer de sentir Jesus e prazer em aprender seus ensinamentos. O Papa Francisco é um dos maiores exemplos de
que a Igreja Católica precisa ser repensada, renovada. A cada dia ele nos
mostra que Jesus quer a nossa felicidade e não nossa hipocrisia de julgar as
pessoas diferentes (homossexuais, pobres, ladrão, desquitados e etc)
Em tempos modernos onde as inovações tecnológicas sugam
nossa juventude, é preciso fazer sim malabarismos para manter nossas crianças
nos caminhos de Deus. Estou feliz com as escolhas do meu filho, principalmente
porque puxou a mim no quesito “ser decidido”. Torço para que ele continue assim
seguindo sem esquecer da importância que Deus tem em sua vida.
Juh

Nenhum comentário:
Postar um comentário