sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Religião não salva ninguém


Essa semana me deparei com um questionamento do meu filho que me fez parar para pensar.  Há algum tempo ele está frequentando a igreja evangélica Sara Nossa Terra, uma igreja com cultos voltados para os jovens. É bem diferente, o louvor, a pregação, os adolescentes podem se vestir como no dia a dia (calças mais folgadas, bonés, etc) o que tem atraído muito essa parcela da população.

O momento chamado de Arena Jovem fica lotado todos os fins de semanas, tudo bem animado e divertido. Uma forma leve de aprender os ensinamentos de Jesus.

Hoje 16/10/2015 ele irá para um retiro chamado “Revisão de Vidas”, serão três dias de orações e reflexão para um possível batismo. Daí ele me perguntou: Mãe! Se eu me tornar um evangélico você ainda vai me amar? Eu respondei: Filho! Só de você estar querendo cada dia mais se aproximar de Deus, meu coração fica imensamente feliz. O que vai te salvar não é sua religião, não é sua roupa, não é o que você tem, não é seu exterior. O que vai te salvar é o seu coração, seu interior, sua capacidade de ajudar e amar seu próximo.  

Sou católica e amo Maria, acredito que morrerei nessa caminhada, mas preciso confessar que a igreja católica está pouco atrativa para os jovens. Um louvor animado, uma forma diferente de pregar a palavra, inovações que só trariam benefícios para todos nós católicos e mudaria a evasão de muita igreja.

Um dia desses li um post que dizia assim: “A Missa não tem que ser animada, porque ir a igreja tem que ser um sacrifício”. Penso totalmente ao contrário, claro que é um momento de preces, de reflexão, mas isso não impede que o rito seja diferente, que prenda a atenção das pessoas, que emocione. O lance de missas maçantes e sem fervor não cabe mais na atualidade.

Ir à igreja tem que ser um prazer, prazer de ir na casa de Deus, prazer de sentir Jesus e prazer em aprender seus ensinamentos.  O Papa Francisco é um dos maiores exemplos de que a Igreja Católica precisa ser repensada, renovada. A cada dia ele nos mostra que Jesus quer a nossa felicidade e não nossa hipocrisia de julgar as pessoas diferentes (homossexuais, pobres, ladrão, desquitados e etc)  

Em tempos modernos onde as inovações tecnológicas sugam nossa juventude, é preciso fazer sim malabarismos para manter nossas crianças nos caminhos de Deus. Estou feliz com as escolhas do meu filho, principalmente porque puxou a mim no quesito “ser decidido”. Torço para que ele continue assim seguindo sem esquecer da importância que Deus tem em sua vida.


Juh

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