
Foto divulgação
Hoje depois
de ler um depoimento em uma das minhas redes sociais resolvi falar sobre um
assunto que ainda causa polêmica, sexo no primeiro encontro.
Você
acaba de conhecer um cara e vai sair com ele pela primeira vez, ou conhece
alguém na balada, os primeiros conselhos que recebe são: Nada de transar hoje,
ele precisa saber que você é uma mulher difícil, cuidado nenhum homem quer nada
sério com uma mulher que se entrega de primeira.
Sim
isso é uma regra, poucos relacionamentos seguem em frente depois do ocorrido,
os homens acreditam que a mulher precisa se valorizar e admitem gostar de mulher
difícil, mas toda regra tem sua exceção e existem muitos casos que dão certo
independente se o sexo rola no primeiro, no segundo ou no terceiro encontro.
O mais
importante nesse momento é fazer o que se tem vontade, nada de se sentir pressionada
e muito menos se sentir impura porque a excitação falou mais alto. Se o cara
for a pessoa certa o relacionamento vai rolar e se não for valeu pelas
experiências. O que não pode faltar é a prevenção (Camisinha sempre),
precisamos acabar com essa ondinha de fazer as coisas de acordo com os desejos
da sociedade.
É tudo
uma questão de “feeling”, sinta a situação, sinta o clima e principalmente
sinta se você realmente está a fim. Se está a fim, por que não fazer?
Lembre-se, eles fazem a hora que quiser, com quem quiser e ninguém os critica
por isso, então, sem culpa.
Em
seguida o depoimento que li hoje, achei superinteressante. Leiam!

Formulei algo engraçado para dizer na primeira abordagem. Ela sorriu. Conversamos por alguns minutos até que veio o convite para dançar. Mal sabia ela que eu era simplesmente irresistível nesse quesito. Depois de um ou dois copos aconteceu então o primeiro beijo. E que beijo! Tem gente que beija com a intensidade de quem faz compras de verduras no supermercado. Já outros são como um adolescente escolhendo o seu primeiro carro. Definitivamente ela era desse segundo grupo. Acreditem em mim, o beijo foi surreal. Daqueles com direito a mordida no lábio, puxão de cabelo, mão por dentro da camisa e lambida na orelha. De duas uma: ou eu era naquela noite o homem mais gostoso do universo ou aquela mulher tinha bebido o triplo do que eu bebi na minha vida inteira.
Foi impossível parar de beijá-la durante toda a noite. Quando fui deixá-la em casa e me perguntou se gostaria de entrar eu não pensei duas vezes. Sim, foi sexo no primeiro encontro. A melhor noite de sexo da minha vida. Foi aí que descobri que o forte dela não era o beijo. Haviam habilidades ainda maiores. O sol chegou e nós ainda não tínhamos dormido. A vida correndo lá fora e eu ali ofegante, com aquela estranha deitada em meus braços.
Antes de me despedir trocamos números de celular por mera formalidade. Todo mundo sabe que casais que vão para cama no primeiro encontro não tem como darem certo. Sabe, talvez se tivéssemos ido mais devagar as coisas poderiam ter sido diferentes. Quem sabe? Muitos anos já se passaram e aquela noite ainda não saiu da minha cabeça. Curioso como algumas pessoas passam pela nossa vida e nem se dão conta de que deixaram marcas profundas. Eu nunca mais vi a minha professora do primário, nem a minha namoradinha do curso de inglês, mas, a mulher que conheci naquela noite, nunca mais saiu da minha mente. Agora mesmo ela está ali na cozinha, preparando a lancheira que o nosso filho caçula leva para a escola. Depois vai vir aqui no escritório me dar um beijo igual àquele que ganhei na boate tempos atrás. De noite repetiremos mais uma vez nosso sexo selvagem. Não é de se espantar? A moça do vestido curto se tornou a mulher da minha vida.
Eu não sei bem como vai acontecer com você. Se vai conhecer seu grande amor na fila do pão, na sua festa de formatura ou no acampamento da igreja. Eu não sei se vão se beijar no primeiro encontro ou se farão sexo só depois do casamento. O que eu sei é que não existe regra para tudo isso dar certo. Vejam vocês a minha história. A mãe dos meus filhos gosta de beber, tem tatuagem e é uma depravada na cama. Ao mesmo é uma mãe incrível e um esposa fiel, carinhosa e companheira. Nossa sociedade é mesmo repleta de normas e rótulos, felizmente a maioria deles não funciona o tempo todo. (Rafael Magalhães)
Juh
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