sexta-feira, 26 de junho de 2015

As redes sociais como arma da crueldade


Todos nós sabemos que hoje em dia dificilmente uma pessoa fica sem ter acesso à internet por muito tempo. As pessoas estão sempre querendo ver o que está rolando, estão sempre atentos ao dia a dia dos amigos, da família e amam compartilhar seus momentos. Apesar das muitas críticas não vejo muita coisa ruim na questão, agora quando essa ferramenta valiosíssima que deveria servir para aproximar as pessoas causa dores imensas, aí a situação muda.

O Brasil perdeu na última quarta-feira, o cantor sertanejo Cristiano Araujo, que faleceu depois de sofrer um acidente de carro. Uma tragédia tanto para seus familiares, fãs e mesmo para aqueles que não curtem o sertanejo que estava no auge da carreira. Durante a repercussão do caso fiquei transtornada e até com medo de algumas coisas que vi.

Primeiramente observei que muitas pessoas acharam um absurdo a mídia em geral falar sobre o assunto desde que ocorreu até depois do sepultamento. Para quem não sabe, a notícia tem que ser de interesse público e infelizmente a maioria dos brasileiros não estavam preocupados com a extradição de Pizzolato, nem com a chegada de nova comitiva de Senadores na Venezuela, nem com a inflação. As pessoas estavam interessadas em saber como tinha acontecido o acidente que levou o cantor e sua namorada a óbito.  

Quem achou desnecessária a cobertura intensa da morte de Cristiano, ao invés de sair falando coisas horríveis do tipo, “foi tarde”, “cantava nada”, “se fosse pobre não era essa cobertura toda”, deveriam evitar os meios de comunicação e fazer algo mais produtivo. As pessoas tem o direito de ver apenas o que quer, então era só não ver.

Você que é da área de comunicação e criticou a cobertura, volte a estudar Agenda Setting (Teoria do agendamento).

Agora imagine você que perdeu um ente querido de forma brutal e depois de algum tempo se depara com a foto do corpo em uma rede social. Imagine a mãe da Allana Moraes vendo a filha com a cabeça estourada e seus miolos espalhados. Gente a perda já é uma dor irreparável. 

O que me deixou mais transtornada foi o vídeo com a autopsia do cantor, ninguém no mundo merece ver seu parente daquele jeito, é simplesmente um absurdo. Já é crime gravar e fotografar, imagine publicar.  É um ato de desrespeito, desamor, de crueldade. É um crime (Vilipêndio) e deve ser punido de forma que sirva de exemplo para outros engraçadinhos que se acham no direito de zombar de quem morreu.

Engraçado é a pessoa que compartilha o vídeo e coloca a seguinte legenda: “Isso é um absurdo, essas pessoas precisam ser punidas”. Oi? Não acha certo mais está compartilhando, aí vem um idiota como você e compartilha também.  Na minha opinião as pessoas que recebem esse tipo de coisa e compartilha tem que ser punido também, pois agora virou moda. A pessoa para em um acidente e ao invés de socorrer as vitimas, vai é fazer um a foto e postar a desgraça dos outros nas redes sociais. 
Uma Lei precisa ser criada e esse tipo de desrespeito deve ter fim.

Lembre-se que uma hora dessas pode ser você passando por essa mesma situação, então coloque-se no lugar das pessoas que estão sofrendo e passe a agir com respeito nessas situações.

Juh                                                                                                            



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