terça-feira, 23 de junho de 2015

O amor de Priscila, um relacionamento além das opiniões!

Conheço a Priscila desde criança, a casa da minha mãe fica de frente a casa dela. Crescemos juntas, brincando e aproveitando nossa infância.  Ainda criança ela percebeu que tinha algo diferente em relação às outras crianças. “Eu me achava diferente, minhas atitudes era de menino, tentava entender, mas como era muito criança não dei muita importância”.

Priscila Lopes
Priscila estava descobrindo sua opção sexual e com facilidade percebeu que gostava de meninas.  “Quando entendi que era homossexual, fiquei assustada e não me aceitava. Mesmo preocupada com a situação, aos 12 anos tive meu primeiro relacionamento com uma menina, beijei uma colega de escola, não dava mais para esconder".

Aos 14 anos criou coragem e contou para sua mãe, a família ficou furiosa e não aceitavam de forma alguma. “Sofri muito dentro de casa, eram todos contra mim, minha mãe me evitava”.

Mesmo com todos os preconceitos em sua volta ela continuou levando a vida, pois sabia que não tinha sido uma escolha dela.  Atualmente sua família respeita sua condição sexual e até a defende de preconceitos.

Priscila acredita que a única diferença entre os relacionamentos heterossexuais e homossexuais é o companheirismo. “Por tudo que um casal homossexual sofre no dia a dia, acabam ficando mais unidos, dando mais valor no relacionamento e na felicidade”, afirma.

Priscila e Renata
Hoje aos 22 anos, Priscila Lopes vive um relacionamento com Renata Leite e mesmo não pretendendo se casar, acredita que o casamento entre homossexuais é uma vitória. O casamento entre pessoas do mesmo sexo é mais que justo para nós que já somos bastante injustiçados pela sociedade. Todo mundo merece ser feliz, assim como os heterossexuais.  Em pleno século XXI os homossexuais são alvos de preconceitos, são espancados e mortos e muitas pessoas não aceitam o fato de querermos adotar crianças, mas esquecem que pegamos os filhos que os heterossexuais jogam fora”.

Essa é mais um daquelas histórias que me faz pensar o porquê de tanto burburinho em torno da questão “homossexualidade”.  Conheço a Priscila desde quando nascemos e a opção sexual dela não muda nada a pessoa que ela é. Trabalha, paga suas contas, é uma garota
Priscila e Renata no Rio de Janeiro
carinhosa e ama sua família, cuida dos amigos e não faz mal a ninguém, então não existe motivos para rejeitá-la ou criticá-la. Ao contrário, Pri quero dizer que tenho um orgulho enorme de ti, são poucas as pessoas que tem a sua coragem, que enfrenta as barreiras do dia a dia com garra e um lindo sorriso no rosto.  Continue assim, dando beijo no ombro para a sociedade hipócrita que escondido faz coisa que até Deus duvida!

Juh!

"Só que homossexualidade não existe, nunca existiu. Existe sexualidade - voltada para um objeto qualquer de desejo. Que pode ou não ter genitália igual, e isso é detalhe. Mas não determina maior ou menor grau de moral ou integridade".


(Caio Fernando Abreu)


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