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| Foto Divulgação |
Neste dia 2 de abril é
comemorado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, a data foi criada pela
Organização das Nações Unidas (ONU) em 2008. O dia foi idealizado para que
milhares de pessoas no Brasil e no mundo se organizem para chamar atenção das
autoridades governamentais, da mídia e da população mundial para esse tema que
ainda é tão pouco divulgado em nosso cotidiano. A cor escolhida para simbolizar
o transtorno é a cor azul devido o número ser maior em meninos.
Em 1990, era um caso para cada
2,5 mil crianças nascidas. Hoje, a estimativa é de uma criança para cada 88
nascidas (números americanos). No Brasil, não há estatística oficial, mas
estima-se que existem 2 milhões de autistas no país. Esse distúrbio de
desenvolvimento afeta mais meninos do que meninas.
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| Foto Divulgação |
A primeira vez que foi
descrito foi nos anos de 1940, pelo psiquiatra americano Leo Kanner e pelo
pediatra austríaco Hans Asperger. As principais características do autismo, são
chamadas de tríade de comprometimento: prejuízos na interação social, no
processo de comunicação, na imaginação e presença de comportamentos
repetitivos. Essa “tríade” faz com que os autistas geralmente tenham
dificuldade em imitar gestos alheios e em entender comandos das pessoas. Eles
costumam apresentar também isolamento social, aversão a determinados sons,
preocupação exagerada com coisas consideradas insignificantes e falta de
empatia. O transtorno atinge de forma diferenciada cada autista, que tem níveis
distintos de comprometimento — leve, moderado ou grave — e por isso precisa de
atendimento diferenciado.
No Distrito Federal o
Movimento Orgulho Autista Brasil (MOAB) promove ações que visam à melhoria da
qualidade de vida da Pessoa com Autismo e seus familiares, como o Prêmio
Orgulho Autista, que homenageia anualmente pessoas e instituição que contribuem
para a causa, passeatas e cartilhas informativas, o Desabafo Autista e Asperger
– reuniões interativas para familiares, assim como palestras e cursos, além de
intensa participação política pelos direitos das pessoas com autismo,
principalmente no DF e Entorno, mas com representantes em quase todos os
Estados e sede em Brasília/DF.
A produtora de eventos da MOAB,
Adriana Alves, explicou como funciona o movimento. “O MOAB foi criado em 2005
pelos familiares de autistas e o movimento tem como objetivo mistificar o
transtorno e conscientizar socialmente as pessoas. O nome surgiu de uma
derivação do movimento nos EUA e no Brasil adotou o Movimento Orgulho Autista
para que os pais sintam orgulho de seus filhos, como um gesto de respeito. O
movimento sempre vem acompanhando os projetos de leis que são tramitados no
Congresso para que as famílias tenham acesso aos seus direitos.”, comentou. As
leis que já foram aprovadas são: a Lei 12.764/2012 (Lei Federal Berenice
Piana), lei essa que protege os direitos das pessoas com autismo e a Lei Distrital
4.568/2011 (Lei Distrital Fernando Cotta), que institui a obrigatoriedade do
poder executivo proporcionar tratamento especializado, educação e assistência
específicas a todos os autistas, independente da idade.
Infelizmente no Brasil ainda
não há pesquisas oficiais sobre o assunto, mas já é de conhecimento que o
autismo é mais comum que o diabetes, câncer e AIDS juntos. “Autismo não é uma
doença, porém o diagnóstico tardio dificulta o seu acompanhamento, a pessoa
autista tem grandes problemas com a comunicação, mas cada organismo age de uma
forma diferente, com níveis que vão do leve, moderado e alto. Tenho um filho de
17 anos que possui o autismo e eu o estímulo desde pequeno, todo o seu
comportamento precisa ser trabalhado. O ideal seria ter um local específico só
para eles. Vai haver momentos em que ele não conseguirá amarar o cadarço do
tênis, mas vai conseguir desmontar e montar um computador muito bem. A pessoa
autista vê o mundo de uma maneira particular. Para mim é uma missão que Deus
colocou em minha vida, sou voluntária com prazer”, declarou.
A maior dificuldade é com o
processo de tratamento, hoje eles são atendidos nos CAPS e junto com eles há
dependentes químicos e demais pacientes que necessitam de ajuda psicológica.
Mesmo assim precisam de atendimento diferenciado com terapias, atendimento
psicológico e demais atividades voltadas somente para eles.
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| Foto Divulgação |
Uma boa dica de filme para os
pais que estão aprendendo a lidar com um filho (a) autista é o longa Um Elo de
Amor que mostra a vida de um jovem autista. Jimmy é um adolescente que enxerga
o mundo com um coração puro. Autista, ele nem sempre entende o que vê ou ouve.
Entretanto, possui uma memória fantástica da qual seu pai se utiliza, para
livrar um cliente da prisão, o que desencadeia drásticas consequências. A
ingenuidade do menino o coloca em grandes apuros, mas o incentivo do avô e o
afeto da madrasta abrem um caminho de esperança para Jimmy. Apesar de vencer
diversos traumas, ele fica aflito ao se deparar com seu maior medo.
A Presidência e a Segunda
Secretaria da Câmara dos Deputados elaboraram a cartilha "Campanha
Nacional de Conscientização do Autismo", com o objetivo de orientar famílias
de todo o País a identificar sinais de autismo e de sensibilizar a sociedade
sobre a importância do respeito à diversidade.
A cartilha foi apresentada na
primeira edição do programa "Câmara Itinerante", realizada no dia 20
de março, desde ano em Curitiba.
Clique no link e acesse a
cartilha: http://goo.gl/pHL67p
Flavia Ferrer



Otimo Texto!! Adorei! 👏😘
ResponderExcluirObrigada prima! Escrevo com muito carinho, e gosto de receber os feedbacks das pessoas. Obrigada mesmo!
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